Com Maria, Diocese caminha como Romeira da Esperança

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Milhares de fiéis da Diocese de Nova Iguaçu participaram neste sábado, 13 de setembro, da Romaria Diocesana ao Santuário Nacional de Aparecida (SP). Foram 213 ônibus que partiram das centenas de comunidades das paróquias de nosso território diocesano, levando mais de 10 mil peregrinos à casa da Mãe Aparecida.

A celebração na Basílica de Aparecida foi presidida por Dom Gilson Andrade, bispo de Nova Iguaçu, e concelebrada por Dom Luciano Bergamin, CRL., bispo emérito da Diocese. Todo o clero diocesano esteve presente, reforçando o caráter de unidade da romaria. Logo após a celebração, os romeiros seguiram em procissão até a Tribuna Papa Bento XVI, onde rezaram o Terço Mariano.

Ano Jubilar e o lema da peregrinação

Inspirada pelo lema “Com Maria, somos romeiros da esperança!”, a romaria acontece dentro do contexto do Ano Jubilar convocado pelo Papa Francisco para 2025. O Jubileu é um convite a viver a fé como testemunho de esperança em meio às incertezas do mundo atual. Nesse espírito, a Diocese de Nova Iguaçu organizou a peregrinação deste ano como expressão pública de comunhão e de renovação da fé.

A esperança nasce da misericórdia

Durante a homilia, Dom Gilson afirmou que o coração da romaria está na experiência de seguir os passos de Cristo e no amor de Maria, que restaura a vida e fortalece a missão da Igreja, lembrando também o caminho diocesano nesse Jubileu da Esperança:

“O que nos trouxe até aqui? O nosso coração de filhos e filhas e o nosso desejo de seguir melhor Jesus Cristo. Depois de um caminho vivido nas comunidades, com as celebrações jubilares, que continuam até dezembro e com a experiência da fé vivida no dia a dia de nossas famílias e nossas comunidades paroquiais, chegamos aqui porque fomos atraídos por uma presença materna.”

O bispo lembrou que a esperança cristã não depende apenas das forças humanas, mas nasce da misericórdia que transforma:

  “A esperança cristã não nasce de nossas forças, mas da experiência da misericórdia que nos transforma. Maria também viveu isso: não se apoiou em si mesma, mas se abriu totalmente à graça de Deus, ao chamado de Deus, que dela fez a Mãe do Salvador. O Jubileu, o Santuário são lugares de misericórdia. Trazemos aqui nossas fragilidades físicas, emocionais, espirituais e a graça de Deus, pela força da oração, da escuta da Palavra e dos sacramentos, nos restaura. Uma romaria pode ser uma oportunidade de renovação pessoal e, consequentemente, pastoral, eclesial e até social”, completou.

Dom Gilson também destacou a importância da escuta da Palavra como fundamento da vida cristã, citando o Evangelho do dia (Lc 6,43-49):

 “Jesus nos convida a ouvir a Palavra para construir com solidez a própria vida e as próprias ações. Esta foi a atitude de Maria e ela tem uma força revolucionária. Nesta romaria, neste tempo que estamos vivendo, nas coisas que estão acontecendo no mundo, na sociedade, na família, na Igreja… O que Deus deseja nos falar? A atitude da escuta pode nos oferecer respostas e também a oportunidade de colher melhores frutos e construir com solidez a casa da própria vida e da própria missão. A semente que gera bons frutos é Deus quem planta.”.

Igreja com o “jeito de Maria”

Ainda em sua homilia, o bispo propôs a vivência de uma Igreja inspirada no testemunho de Maria. Segundo ele, uma “Igreja com o jeito de Maria” é aquela que: está presente de forma discreta e atuante; gera vida a partir da escuta da Palavra; constrói a unidade para que ninguém se sinta excluído.

Dom Gilson ainda destacou o poder da eucaristia: “A Eucaristia é lugar privilegiado da nossa fé, do encontro com o Senhor ressuscitado, que caminha conosco e nos fortalece. A Palavra proclamada e a comunhão com o corpo e o sangue de Cristo nos impulsionam a viver a fé no cotidiano de nossa vida. Por isso não pode haver romaria sem Eucaristia!”, afirmou.

Comunhão além das fronteiras

A programação foi transmitida pelo canal do Santuário Nacional no YouTube (assista abaixo), permitindo que fiéis que não puderam viajar acompanhassem a celebração. Nas redes sociais, a hashtag #RomariaDaBaixada2025 reuniu registros da peregrinação, ampliando o sentimento de comunhão diocesana.

A presença de famílias inteiras, movimentos e pastorais evidenciou o caráter único da romaria, que se consolidou como um dos principais momentos da vida da nossa Igreja em particular.

Caminhamos com Maria

Após a Santa Missa, os romeiros, conduzidos pela imagem de Nossa Senhora, seguiram em procissão até a Tribuna Papa Bento XVI, na Arcada Sul do Santuário, onde se deu o encerramento da Romaria Diocesana com a oração do Terço Mariano. A celebração foi animada pelos padres Ivo Gomes e Richard Borges, enquanto os mistérios foram conduzidos por representantes da Comissão Diocesana para a Animação Bíblico-Catequética, do Apostolado da Oração, das Congregações Marianas, da Aliança de Casais com Cristo e da Renovação Carismática Católica.

Ao final, Dom Gilson concedeu a bênção sobre os fiéis, pedindo a intercessão de Nossa Senhora Aparecida para que todos retornassem aos seus lares com paz e segurança. E antes da despedida, não faltou o tradicional momento de alegria: os pulinhos. Entre risos e entusiasmo, o bispo emérito Dom Luciano animou a multidão: “Em homenagem a Dom Gilson, que completou 59 anos no último dia 11, vamos dar 59 pulinhos!”

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DNI - Romaria Diocesana 2025