O fundador da Casa do Menor São Miguel Arcanjo, padre Renato Chiera, foi recebido em audiência pelo papa Leão XIV, nesta quarta-feira, 12 de novembro, na Praça de São Pedro, no Vaticano. O encontro contou com a presença de membros da Família Vida e mostra o reconhecimento da Igreja Católica a mais de quatro décadas de trabalho voltado à defesa da vida e à inclusão social de pessoas em situação de vulnerabilidade no Brasil.
Sacerdote italiano da missão fidei donum, padre Renato dedicou sua vida a Baixada Fluminense e seu povo. A Casa do Menor, fundada em 1986, no bairro Miguel Couto, em Nova Iguaçu, nasceu do desejo de acolher jovens marginalizados e de oferecer novas oportunidades a partir da fé e do amor. Hoje, a obra se expandiu e já beneficiou mais de 100 mil pessoas em diversas regiões do país.
Mais do que uma instituição, a Casa do Menor se define como uma família. A obra tem como base a chamada “pedagogia-presença”, um método de convivência que valoriza o contato direto, o afeto e a confiança como caminhos de reconstrução pessoal. Em cada unidade, o objetivo é o mesmo: garantir que crianças, adolescentes e jovens em situação de risco tenham acolhimento, formação humana e espiritual.
Entre os integrantes da Família Vida que participaram do encontro estavam responsáveis pela Casa do Menor em Fortaleza, no Ceará. Isso demonstra a abrangência da missão, que atua em diferentes partes do Brasil no combate à exploração infantil, à violência e à exclusão social. Em cada local onde atua, a Casa do Menor busca oferecer educação, profissionalização e oportunidades para que jovens e famílias possam construir um futuro com dignidade.
Evangelho vivido
O padre Renato já havia se encontrado anteriormente com o papa Francisco e recorda que sempre recebeu da Igreja o incentivo para continuar “seguindo com coragem”. A nova audiência, às vésperas do Jubileu dos Pobres, reforça o compromisso da obra com os mais vulneráveis e destaca a sua relevância como expressão concreta do Evangelho.
A Casa do Menor São Miguel Arcanjo segue sendo um dos principais sinais de transformação social surgidos na Baixada Fluminense, unindo fé, amor e ação em favor da vida. A presença da instituição no Vaticano foi interpretada como um sinal de confirmação e encorajamento à missão iniciada na Diocese de Nova Iguaçu. O papa Leão XIV expressou apoio à continuidade do trabalho, que une evangelização e compromisso social.
Fotos: Vatican Media / L’Osservatore Romano.







Agência Hesed.