Celebração no Cenfor ressalta centralidade da fé e espírito de serviço

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A Capela de São Bartolomeu, no Centro de Formação Líderes (Cenfor), acolheu na manhã desta quinta-feira, 27 de novembro, a celebração mensal da Missa dos colaboradores. A Eucaristia, presidida pelo padre João Victor Maia, vice coordenadores de pastoral e pároco na paróquia de São Miguel Arcanjo, reuniu funcionários da Cúria e de outros setores da diocese instalados no Cenfor para um momento de oração e espiritualidade, marcado também pela memória litúrgica de Nossa Senhora das Graças.

Logo no início da celebração, padre João recordou a devoção mariana própria deste dia e destacou o papel da Virgem Maria como modelo de confiança e de entrega total à vontade de Deus. Inspirado nessa memória, o sacerdote conduziu sua homilia enfatizando o chamado à fidelidade que sustenta a vida de fé e o serviço na Igreja.

Ao refletir sobre o período litúrgico que sucede a Solenidade de Cristo Rei e antecede o Advento, padre João Victor lembrou que a liturgia convida a uma leitura mais profunda das realidades eternas, iluminando a caminhada diária: “Jesus está no nosso barco, está sentindo conosco, atravessando o barulho do mar para nos alcançar”.

A partir das leituras do dia, especialmente falando da passagem de Daniel, o sacerdote ressaltou a força da fidelidade vivida com coragem e perseverança: “Daniel foi liberto da cova dos leões porque permaneceu firme em sua fé, sem se curvar a outros deuses. A grande alegria de Deus é encontrar um coração fiel”. Ele reforçou que a fidelidade divina é sempre maior que a humana e que essa certeza deve sustentar o serviço de todos na vida pastoral.

Padre João Victor também comentou que o cotidiano da Cúria, por acompanhar de perto a vida administrativa e pastoral da diocese, revela desafios próprios da missão. Entretanto, convidou os colaboradores a manterem o olhar fixo no essencial: “É preciso que a nossa fidelidade seja renovada por aquele que nos chamou. Quem trabalha na Cúria começa a enxergar a Igreja por outros ângulos, mas isso não pode nos afastar da centralidade de Deus”.

O sacerdote alertou para o risco de uma fé apenas aparente, vivida como formalidade, sem alcançar o interior. Segundo ele, a liturgia do dia recorda que Deus deseja ocupar o centro da existência humana, orientando escolhas e atitudes: “Do contrário, nossa vida vira uma peça teatral. O coração precisa compreender qual é o lugar de Deus”.

O celebrante ainda pediu que a celebração fortalecesse o compromisso de serviço e comunhão, destacando que a própria devoção a Nossa Senhora das Graças inspira essa postura de confiança e disponibilidade: “Nunca percamos a sensibilidade. A Igreja nos chama a viver com o outro e para o outro”.

Finalizando, recordou que todos os dons e funções exercidos na Igreja devem sempre ter como horizonte o próximo. “Se prego, prego para o outro; se canto, canto para o outro; se sirvo, sirvo para o outro. Que esse espírito de serviço continue a preencher nossas comunidades”, concluiu. A celebração terminou com os parabéns ao aniversariantes do mês a bênção, pedindo a Deus que fortaleça os colaboradores e os conduza no caminho da fidelidade e da santidade.

Confira imagens da celebração eucarística: