Diocese encerra Jubileu 2025 com Catedral lotada e chamado à esperança vivida no cotidiano

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Nem a forte onda de calor que vem marcando os últimos dias na Baixada Fluminense foi capaz de reduzir o entusiasmo dos fiéis. Neste domingo, 28 de dezembro, a Catedral de Santo Antônio de Jacutinga ficou lotada para a Missa Solene de Encerramento do Ano Jubilar 2025 – Peregrinos da Esperança, celebrada na Festa da Sagrada Família de Jesus, Maria e José, na Diocese de Nova Iguaçu.

A celebração reuniu padres, diáconos, religiosos e centenas de fiéis, além dos bispos Dom Gilson Andrade, bispo diocesano, e Dom Luciano Bergamin, bispo emérito. Muitos acompanharam a missa das galerias da Catedral, em um clima marcado por gratidão, fé e sentimento de comunhão eclesial.

Aberto há um ano pelo próprio Dom Gilson, também na Catedral, o Jubileu 2025 promoveu uma intensa jornada espiritual na Diocese de Nova Iguaçu. Ao longo desse período, milhares de fiéis participaram de peregrinações às igrejas jubilares, vivenciaram momentos de reconciliação, oração e caridade, e experimentaram, de forma concreta, os frutos da misericórdia de Deus.

Uma esperança que se aprende na família e se vive na cidade

Em sua homilia, Dom Gilson destacou a família como primeiro espaço onde a esperança é aprendida, partilhada e colocada em prática, inspirando-se na Sagrada Família de Nazaré. Segundo o bispo, a esperança cristã não é fuga da realidade, mas uma decisão de caminhar, mesmo diante das dificuldades, confiando na presença constante de Deus.

“A esperança não é ingenuidade, mas confiança. Ela nasce da fé vivida no cotidiano, no cuidado, na escuta, na solidariedade”, afirmou o bispo, ao recordar que a Sagrada Família enfrentou inseguranças, exílio e desafios, sem deixar de confiar no projeto de Deus.

Dom Gilson ressaltou ainda que o Jubileu ajudou a Diocese a redescobrir a Igreja como família de famílias, chamada a caminhar unida, especialmente ao lado dos mais feridos pela vida. Para ele, a esperança celebrada ao longo do Ano Jubilar se expressou de forma concreta na reconciliação, na caridade e no compromisso social e pastoral.

Legado que não se encerra com a data

Ao encerrar o Jubileu, o bispo foi enfático ao afirmar que a celebração não representa um ponto final, mas um legado espiritual e pastoral. “O Jubileu não termina com o fechamento das portas santas. Ele precisa se tornar estilo de Igreja, modo de caminhar como diocese”, destacou.

Entre os frutos apontados estão o fortalecimento da comunhão eclesial, a valorização da escuta, a corresponsabilidade nas comunidades e a redescoberta da Eucaristia como fonte de esperança e alimento para a missão. Dom Gilson também ressaltou o impacto vocacional do Jubileu, que reacendeu o desejo de servir e de assumir compromissos mais responsáveis na vida da Igreja.

Placa jubilar marca a memória do caminho percorrido

Ao final da celebração, conduzidos pelo Padre Rodrigo Mota, cura da Catedral, Dom Gilson e Dom Luciano se dirigiram ao local onde foi fixada a placa comemorativa do Ano Jubilar. A mensagem inscrita, lida pelo bispo diocesano, recorda o Jubileu como um tempo de graça, reconciliação e esperança vivida em comunidade. Em seguida, a placa foi solenemente abençoada.

O momento foi marcado por emoção e alegria. Dom Luciano, como já é tradição, expressou sua satisfação com espontâneos pulinhos, gesto acolhido com aplausos e sorrisos pelos fiéis, traduzindo o espírito de gratidão da Igreja de Nova Iguaçu pela caminhada realizada.

Ao final, permaneceu a certeza proclamada durante a celebração: Cristo caminha com seu povo ontem, hoje e sempre — e, n’Ele, a esperança permanece viva.

Veja o álbum completo no Flickr da Diocese:

Missa de Conclusão do Ano Jubilar 2025