Missa de envio marca início oficial do grupo Mães que Oram pelos Filhos em paróquia de Nova Iguaçu

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No último domingo, 3 de agosto, a Paróquia Nossa Senhora de Fátima e São Jorge, no Centro de Nova Iguaçu, vivenciou a missa de envio do grupo Mães que Oram pelos Filhos. A celebração eucarística foi presidida por Dom Gilson Andrade, bispo de Nova Iguaçu, e concelebrada por Monsenhor Max Jesus, pároco da comunidade e vigário geral da Diocese de Nova Iguaçu.

Implantado em fevereiro deste ano, o grupo foi oficialmente enviado em missão após meses de preparação e estruturação. Os encontros ocorrem todas as terças-feiras e reúnem mães que se propõem a rezar pelos filhos e suas famílias, em espírito de unidade e fé.

Durante a homilia, Dom Gilson destacou a importância da oração perseverante das mães como força transformadora dentro dos lares e da sociedade. Ele incentivou as participantes a seguirem firmes na missão evangelizadora e a confiarem na intercessão de Nossa Senhora de La Salette, padroeira do movimento.

O grupo da paróquia soma-se agora ao Movimento Mães que Oram pelos Filhos, presente em diversos estados do Brasil e em países do exterior. A iniciativa, que começou de forma simples e doméstica, tornou-se uma expressão concreta do amor materno que busca, por meio da fé, a salvação dos filhos e a restauração das famílias.

O que é o Movimento Mães que Oram pelos Filhos?

O movimento surgiu em 2011, na Paróquia São Camilo de Léllis, em Vitória (ES), quando mães, sem experiência em grupos de oração, começaram a se reunir semanalmente em busca de uma orientação espiritual para educar seus filhos. A inspiração veio do livro Todo filho precisa de uma mãe que ora, que impulsionou o desejo de interceder pelas crianças, adolescentes e jovens em meio aos desafios do mundo atual.

O que começou com poucas mães logo se multiplicou. A simplicidade da proposta, reunir mães para orar pelos filhos, tornou-se um poderoso instrumento de evangelização e restauração de famílias. Com o tempo, outras paróquias aderiram à metodologia, e o movimento ganhou projeção nacional e internacional, impulsionado por eventos, livros e transmissões pela TV.

Em 2014, o grupo foi reconhecido como movimento pela Arquidiocese de Vitória. No mesmo ano, estabeleceu-se a padroeira oficial: Nossa Senhora de La Salette, a mãe que chora pelos filhos da humanidade. A copadroeira é Santa Mônica, que orou por anos pela conversão do filho, Santo Agostinho, sendo símbolo de perseverança na fé.

O Movimento Mães que Oram pelos Filhos se estrutura em pequenos grupos paroquiais, com encontros semanais que seguem um roteiro de oração, leitura da Palavra e partilha. O foco é formar mães intercessoras segundo o coração de Deus, promovendo ações espirituais e sociais. O primeiro fruto da caminhada, segundo testemunhos recorrentes, é a transformação da própria mãe, que passa a vivenciar mais profundamente a fé e a reestruturar a vida familiar a partir do amor de Cristo.

Além da oração, o movimento atua em várias frentes de apoio, como grupos voltados para mães de filhos com necessidades especiais, em dependência química, encarcerados, entre outros. O crescimento levou à criação da Associação de Mães que Oram pelos Filhos – AMO, que oferece suporte administrativo e estatutário para os grupos locais.

Hoje, o movimento está presente em centenas de paróquias no Brasil e em outros países, promovendo uma verdadeira revolução silenciosa através da oração materna. A missão é clara: levantar um exército de mães intercessoras que, pela fé, resgatem não apenas seus filhos, mas transformem suas famílias e comunidades. Em Nova Iguaçu, o grupo recém-enviado já dá seus primeiros passos nessa nobre missão.