Corpus Christi reúne fiéis em celebração a Eucaristia do Senhor

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A Diocese de Nova Iguaçu celebrou com intensa participação popular a Solenidade de Corpus Christi, realizada na quinta-feira, 19 de junho. Em todas as foranias, houveram missas, procissões e montagens dos tradicionais tapetes, reunindo milhares de fiéis em uma demonstração pública de fé, arte e compromisso com a vida e a missão da Igreja.  Dom Gilson Andrade, bispo de Nova Iguaçu, celebrou missa e conduziu a procissão do santíssimo no final da tarde, na Catedral de Santo Antônio, no centro de Nova Iguaçu.

A solenidade, que recorda de forma solene e pública a presença real de Jesus Cristo na Eucaristia, é uma das mais significativas do calendário litúrgico católico. Instituída no século XIII pelo Papa Urbano IV, Corpus Christi carrega um forte simbolismo: o pão e o vinho consagrados como Corpo e Sangue do Senhor são reverenciados em um gesto de fé que mobiliza gerações e expressa o coração da espiritualidade cristã.

Em sua homilia, Dom Gilson destacou o trecho do Evangelho de Lucas que narra a multiplicação dos pães e peixes, relacionando-o com o mistério da Eucaristia. Segundo ele, o gesto de Jesus diante da multidão faminta prepara o povo para compreender o dom que a Eucaristia representa. “Na Eucaristia, Jesus está verdadeiramente conosco, se doa, nos alimenta e nos une. Receber o Corpo de Cristo é tornar-se Igreja, é formar comunhão”, afirmou o bispo.

Durante a celebração, Dom Gilson enfatizou que Corpus Christi vai além de uma solenidade litúrgica, sendo uma oportunidade de renovar o compromisso com a vida eclesial e com a realidade que nos cerca. “A adoração e os tapetes são expressões da nossa veneração. Eles mostram que reconhecemos Cristo tocando concretamente nossas vidas, nossos sonhos, lutas e esperanças”, disse o bispo. Ele também lembrou que a Eucaristia não deve ser um rito isolado, mas um chamado a viver de forma eucarística todos os dias, oferecendo a própria vida em sacrifício, partilha e serviço.

A preparação da celebração envolveu semanas de mobilização em todas as paróquias da diocese. Voluntários se reuniram em mutirões para confeccionar os tapetes por onde passou o Santíssimo Sacramento, utilizando materiais simples como serragem colorida, sal, areia, pó de café e recicláveis. Os desenhos expressaram temas religiosos, bíblicos e sociais, revelando a criatividade e o engajamento das comunidades. Mais do que um gesto artístico, a iniciativa reforçou o sentimento de pertença, colaboração e evangelização.

Em sintonia com o Jubileu 2025, a celebração deste ano também lançou luz sobre a esperança como marca da caminhada da Igreja. Segundo Dom Gilson, “a Eucaristia é a fonte e o ápice da vida cristã, como ensina o Concílio Vaticano II. Dela tiramos força para cuidar uns dos outros e da nossa casa comum”. Ele concluiu a homilia convidando os fiéis a fazerem de suas vidas uma contínua procissão eucarística, vivendo em comunhão e amor, especialmente junto aos mais pobres, que representam o Cristo sofredor.

A Solenidade de Corpus Christi demonstrou a força da fé e da tradição que une o povo em torno da presença viva de Cristo. Em cada paróquia, a celebração foi também um testemunho de que a Igreja, mesmo diante dos desafios do tempo presente, continua a ser sinal de esperança, comunhão e serviço.

Confira imagens da celebração por todos os cantos da diocese: