Missa solene encerra a Peregrinação Jubilar e reúne multidão na Catedral de Nova Iguaçu

0
1826

NOVA IGUAÇU (RJ) — Após 5 km de caminhada pelas ruas da cidade, a multidão que participou da Peregrinação Jubilar Diocesana neste domingo (20) foi acolhida na Catedral de Santo Antônio de Jacutinga para a celebração da Santa Missa, momento culminante de um dos eventos mais marcantes do Jubileu 2025 – Peregrinos da Esperança na Diocese de Nova Iguaçu.

A procissão, iniciada na centenária Igreja de Santo Antônio da Prata, percorreu cerca de 2h30 em clima de fé, cânticos, devoção e profunda comunhão, em resposta ao apelo do Papa Francisco a viver o jubileu como peregrinos que caminham com esperança. Ao final do trajeto, fiéis já ocupavam todos os espaços disponíveis da catedral — desde o adro, passando pelo interior do templo e chegando até o Centro Pastoral Nossa Senhora da Piedade, onde foi instalado um telão para permitir a participação de todos na liturgia.

Durante a homilia, Dom Gilson Andrade da Silva, bispo diocesano, destacou o valor eclesial da caminhada vivida em comunidade:

“Numa caminhada como a de hoje podemos ver e tocar o fato de que não estamos sozinhos. Acolher o outro que está ao meu lado, que vem ao meu encontro, aprender a respeitar o seu ritmo, sua forma de pensar e o dom que pode oferecer no serviço do Reino de Deus: é uma dádiva da nossa vida de Igreja nas nossas comunidades”, afirmou.

O bispo também refletiu sobre o cansaço natural do percurso e o valor espiritual do esforço:

“O cansaço também chega, é verdade, mas não nos paralisa, não nos angustia, não gera esgotamento, pois sabemos que só assim, com estes esforços, se constrói algo de bom na vida; só assim nascem e crescem relações autênticas e fortes entre as pessoas; e a partir de baixo, da quotidianidade, o Reino de Deus cresce, se difunde e se experimenta já presente (cf. Lc 7, 18-22)”.

Ao final da celebração, Pe. Márcio João, coordenador diocesano de pastoral, agradeceu a presença dos fiéis e o trabalho das equipes de organização, acolhida, liturgia, segurança e comunicação, que contribuíram para o êxito do evento jubilar.

Em tom catequético e acessível, Dom Gilson explicou os passos necessários para se obter a indulgência plenária ligada à peregrinação, conforme as normas estabelecidas para o Ano Jubilar:

“O primeiro passo é a intenção de obter a indulgência, para uma alma do purgatório ou para nós mesmos; depois, realizar o sacramento da reconciliação — seja antes da peregrinação ou na própria Igreja Jubilar; a peregrinação, que culmina aqui na catedral, que é uma das Igrejas Jubilares da Diocese; participar da Santa Missa e receber a comunhão; realizar um ato de piedade e rezar nas intenções do Santo Padre, o Papa. O que faremos agora, encerrando este ciclo”.

E, como sinal de alegria e leveza que marcaram o dia, o bispo emérito Dom Luciano Bergamin, mesmo após todo o percurso, subiu ao altar visivelmente animado e provocou sorrisos ao dizer:

“Foi tudo tão bonito que merecia 1000 pulinhos! Mas vamos dar 10 pulinhos para demonstrar nossa alegria!”.

Em um gesto espontâneo, sacerdotes, fiéis e religiosos celebraram, com os famosos pulinhos e sorrisos, a beleza da comunhão eclesial vivida naquele dia histórico. Um encerramento leve, mas profundamente simbólico, que traduz o espírito de uma Igreja que caminha com alegria, esperança e unidade.

Peregrinação Jubilar 2025

Imagens:

  • Adielson Agrelos – DNI Ascom
  • Letícia Goulart – Pascom DNI
  • Letícia Silvério – Pascom DNI
  • Natália Rosário – Pascom DNI
  • Victor Hugo – Pascom DNI