Colaboradores do Cenfor participam de missa mensal com reflexão sobre o sentido da fé e da missão

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Na manhã desta quinta-feira, 24 de julho, colaboradores alocados no Centro de Formaçõa de Líderes (Cenfor) se reuniram na Capela de São Bartolomeu para a tradicional missa mensal, um momento de espiritualidade e comunhão entre os agentes da Cúria Diocesana, da Cáritas Diocesana e do Centro dos Direitos Humanos de Nova Iguaçu (CDHNI). A celebração foi presidida pelo padre João Victor Basílio, vice cordenador de pastoral, que propôs uma meditação sobre a liturgia do dia e o chamado constante à coerência de vida cristã.

Ao refletir sobre as leituras propostas pela liturgia, padre João Victor abordou a relação entre a fé professada e a vivência prática, lembrando que Deus habita o coração humano quando este encontra sentido na presença divina. “A presença de Deus não está apenas naquilo que é prazeroso ou que cumpre nossos desejos, mas naquilo que é necessário e verdadeiro para a vida humana”, destacou o sacerdote, exortando os presentes a buscarem um relacionamento com Deus que vá além da superficialidade.

A homilia teve como fio condutor o paradoxo apontado por Jesus no Evangelho: muitos veem, mas não enxergam; ouvem, mas não escutam. Segundo o padre, essa realidade também se reflete na vida de muitos cristãos, que, mesmo inseridos na Igreja, ainda não compreenderam profundamente o chamado à conversão, à escuta da Palavra e ao serviço fraterno.

Padre João Victor também destacou a atualidade do Sínodo convocado pelo Papa Francisco. Para ele, a proposta sinodal é um convite à coerência: ser uma Igreja que não apenas proclame fraternidade e unidade, mas que também as viva de forma concreta em suas estruturas e relações. “O Sínodo para a sinodalidade parece uma redundância, mas é um grito da Igreja por autenticidade: que sejamos verdadeiramente Igreja, com Deus e com os irmãos”, afirmou.

Outro ponto relevante da homilia foi a crítica à prática da fé sem sentido e à busca por números em detrimento da profundidade. Padre João Victor recordou que a missão da Igreja não é apenas aumentar estatísticas, mas cultivar uma fé viva e significativa. “Precisamos lutar não por quantidade, mas pelo sentido da nossa fé. Só assim poderemos mostrar a verdadeira face da Igreja e de Deus ao mundo”, enfatizou.

A celebração também marcou os 52 anos de fundação do Cenfor, fundado em 21 de julho de 1973, o espaço ao longo de mais de cinco décadas tem sido referência na Diocese de Nova Iguaçu como lugar de formação pastoral, articulação missionária e serviço à vida. Criado para ser um centro de irradiação da ação evangelizadora, o Cenfor abriga atualmente importantes organismos da Igreja, mantendo-se fiel à sua missão de acolher, formar e enviar discípulos missionários para os diversos campos pastorais da Baixada Fluminense.

A celebração na Capela de São Bartolomeu é parte da rotina pastoral que reúne mensalmente os funcionários das estruturas da Igreja localizadas no Cenfor. Mais do que um momento devocional, a missa mensal é ocasião de escuta da Palavra, fortalecimento da identidade e renovação do compromisso com a missão da Igreja na Baixada Fluminense.

Ao final da celebração, os colaboradores seguiram com suas atividades cotidianas, mas antes tomaram café da manhã juntos, enaltecendo o espírito de unidade que a Igreja prega.

A Diocese de Nova Iguaçu mantém esse espaço de espiritualidade como um gesto de cuidado com aqueles que, no serviço diário, ajudam a Igreja a ser sinal do Reino de Deus entre os mais pobres, promovendo o bem comum, a justiça e a fraternidade.

Confira imagens da celebração eucarística: