Missa na Casa da Solidariedade reforça que os pobres estão no centro da ação da Igreja

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Na manhã desta quinta-feira, 13 de novembro, a Casa da Solidariedade, em Nova Iguaçu, recebeu missa, presidida por Dom Gilson Andrade, bispo de Nova Iguaçu, e concelebrada por Dom Luciano Bergamin, bispo emérito da diocese, e pelo padre Célio Barbosa, ecônomo diocesano e vice-presidente da Cáritas Diocesana, como parte das atividades pela 9ª Jornada Mundial dos Pobres (JMP), celebrada entre os dias 9 e 16 de novembro de 2025 em toda a Igreja.

Com o tema “Tu és a minha esperança” (Sl 71,5), a Jornada é um convite à solidariedade e à escuta dos que vivem em situação de vulnerabilidade. Inspirada pelas palavras do Papa Leão XIV, a iniciativa busca reforçar que ajudar os pobres “é uma questão de justiça, muito antes de ser uma questão de caridade”.

Durante a homilia, Dom Gilson destacou que a verdadeira pobreza não está na falta de bens materiais, mas na ausência da sabedoria e da presença de Deus.

“Todos somos pobres, de uma maneira ou de outra. Mas somos chamados a não ser miseráveis. Porque, no nosso meio, há muitos corações ricos, ricos de partilha, de fé e de solidariedade. A Casa da Solidariedade é um sinal bonito da presença de Deus, um pequeno grão de mostarda que transforma vidas”, afirmou o bispo.

O bispo de Nova Iguaçu também refletiu sobre o papel transformador da solidariedade:

“Os pobres abandonados não são sinal de Deus. São sinal da injustiça e da indiferença. Sinal de Deus é o cuidado, a partilha e o amor que se manifestam entre nós. É isso que a Casa da Solidariedade testemunha todos os dias.”

Dom Luciano Bergamin, por sua vez, reforçou o sentido eclesial da missão: “O Papa Francisco nos convida a sermos uma Igreja com os pobres e para os pobres. Que esta Casa continue sendo expressão viva do amor de Deus, onde ninguém se sinta excluído.”

O padre Célio Barbosa também agradeceu aos voluntários e colaboradores que mantêm viva a missão do espaço: “Sem a solidariedade, essa casa não existiria. Cada gesto de amor e dedicação aqui empregado traz um resultado significativo. É Deus quem fala através dessas pessoas, lembrando-nos de que o amor é o que sustenta esta obra”.

Entre os presentes, Ana Sáme, uma das assistidas pela Casa, emocionou-se ao falar sobre o acolhimento que recebe: “Essa é uma ação maravilhosa de Deus. Aqui é uma irmandade de amor. Muitas pessoas chegam sem condições até de se alimentar, e saem daqui abençoadas”.

Um espaço que se tornou referência

Fundada em janeiro de 2001, a Casa da Solidariedade é mantida pela Cáritas Diocesana de Nova Iguaçu e se consolidou como referência no atendimento à população em situação de rua e vulnerabilidade social. Diariamente, mais de 100 pessoas são atendidas por dia no local, que realiza mensalmente cerca de 1.500 atendimentos, oferecendo refeições, produtos de higiene, atividades terapêuticas e de motivação.

Durante a celebração, Dom Gilson recordou que o Papa convidou a Igreja a colocar os pobres no centro de sua ação pastoral: “Os pobres são irmãos e irmãs que precisam ser amados. Eles nos ensinam a tocar com as mãos a verdade do Evangelho. Que a Casa da Solidariedade continue sendo um sinal de esperança aqui no coração da cidade.”

Confira imagens da celebração: