“Se comungamos o mesmo pão, precisamos aprender a caminhar juntos.”

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Na Romaria Diocesana de Nova Iguaçu ao Santuário Nacional de Aparecida, Dom Gilson Andrade nos convidou a olhar para a Eucaristia como fonte e expressão da nossa comunhão.

Em sua homilia, o bispo recordou que somos muitos, diferentes em nossas histórias, comunidades e formas de servir, mas recebemos o mesmo Cristo. Por isso, a Eucaristia nos chama a perdoar, ajudar, cuidar uns dos outros e reconhecer o outro como parte de nós.

Confira a íntegra da homilia de Dom Gilson na Romaria Diocesana de 2026:

Irmãos e irmãs, mais uma vez nos encontramos aqui, como Diocese de Nova Iguaçu, unidos a tantos que chegam à casa da Senhora Aparecida de todas as partes deste imenso Brasil.
A romaria é uma pausa importante na caminhada da vida e da Diocese, pois ela nos lembra que somos um povo a caminho, ainda não e chegamos à meta que esperamos alcançar, e também nos faz ver que não caminhamos sozinhos: pelas estradas da vida está conosco a Mãe de Jesus que sempre nos indica a direção certa para alcançar a meta: “façam tudo o que meu Filho lhes disser”. Mas também estão conosco muitos irmãos e irmãs que partilham seus sonhos, suas dores e suas esperanças. Além de ser um lugar de fé, o Santuário é um lugar de comunhão e de esperança.
Deixamos nossas casas e nossas comunidades para nos encontrarmos como Igreja, aos pés de Nossa Senhora, e para renovar nossa te em Jesus, mas queremos volta com mais fé, mais comunhão e mais coragem para a missão. Uma romaria sempre é oportunidade de transformação (conversão) pessoal que, depois, reflete no retorno a casa.
A Eucaristia é o ponto alto! E hoje São Paulo nos lembrava que “o pão que partimos não é comunhão com o corpo de Cristo? Porque há um só pão, nós, embora muitos, somos um só corpo.” É isso que a Eucaristia faz de nós: um só corpo, o corpo de Cristo! Esta é a transformação que Ele quer fazer em nós. Somos muitos!
Somos diferentes, nossas paróquias são diferentes, nossas pastorais são diferentes, cada um tem seu jeito de pensar e de servir, mas recebemos o mesmo Cristo. Por isso, a Eucaristia nos ensina que devemos ser uma Igreja unida.
Se comungamos o mesmo pão, precisamos aprender a caminhar juntos, a perdoar, a ajudar, a cuidar uns dos outros a reconhecer o outro como parte de mim.
A romaria torna visível aquilo que celebramos na Eucaristia: somos muitos, mas somos um só povo em Cristo. Nesses tempos de uma polarização cansativa, pela força da Eucaristia sejamos polos de comunhão e não de divisão.
A Igreja (nós) é convidada a viver uma conversão pastoral.
Queremos ser uma Igreja mais missionária, mais próxima das pessoas, mais atenta aos pobres, às famílias, às crianças e aos jovens. Mas tudo começa aqui: na comunhão com Jesus, na comunhão concreta junto do altar e vivida no dia a dia da nossa experiência de fé e de caridade.
Aqui se coloca o fundamento para a casa estar bem construída e ter a solidez para enfrentar as tempestades, os imprevistos, as lutas que não faltam na vida de ninguém e também não podem faltar na vida de um cristão. A vida tem tempestades, todos nós sabemos disso! Há dificuldades nas famílias, problemas sociais, violência, insegurança, decepções. Também a Igreja passa por desafios! Mas Jesus nos diz: quem escuta sua Palavra e a pratica é como aquele que constrói sobre a rocha. E a rocha é Ele.