Nota da Diocese de Nova Iguaçu sobre a violência e a defesa da vida
“O Senhor está perto dos que têm o coração ferido.” — Sl 34(33),19
Todos os dias, ao final da jornada de trabalho, milhares de pessoas retornam para suas casas cansadas, buscando apenas o descanso e o reencontro com suas famílias. No fim da tarde desta quinta-feira, 27 de agosto, por volta das 17h, não era diferente. Enquanto muitos seguiam para seus lares, a violência mais uma vez se espalhava pelas ruas, gerando medo e ceifando vidas inocentes, em frente à estação de Olinda, em Nilópolis.
Entre as vítimas estava Yuri Cardoso Dias Barreto, que não voltará para casa. Sua vida foi interrompida pela violência, deixando sua esposa, Lidiane Guerreiro, agente da Pastoral da Comunicação da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Nilópolis, e seus filhos diante de uma dor que nenhuma família deveria experimentar. A eles e a toda a população que vive sob o medo da violência, manifesto minha proximidade e solidariedade.
Não podemos nos acostumar com a morte nem naturalizar a violência. Cada vida perdida é uma família ferida e uma história interrompida. Como Igreja Católica na Baixada Fluminense, reafirmamos nosso compromisso com a defesa da vida e conclamamos as autoridades e a sociedade a unirem esforços para enfrentar a violência e construir cidades onde a vida seja respeitada e ninguém precise ter medo de voltar para casa.
Neste momento de dor, unimos nossas orações às de tantos que sofrem diante da violência. Pedimos a Deus, Senhor da Vida, que acolha os que perderam a vida, fortaleça os que estão hospitalizados e conforte seus familiares. Que Nossa Senhora Aparecida, Mãe que acolhe e consola, esteja junto de todos os que sofrem, amparando-os neste momento de dor e saudade.
Dom Gilson Andrade da Silva
Bispo de Nova Iguaçu








Agência Hesed.